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  • Tenente Portela e outras quatro cidades da região passam a contar com a Sala das Margaridas

    Espaço busca atendimento especializado para mulheres vítimas de violência doméstica

    Com uma média de 1,3 mil casos de violência doméstica e familiar e 800 medidas protetivas nos 21 municípios de abrangência da 22ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (22ª DPRI), que tem sede em Três Passos, o mês de março de 2025 será marcado por uma nova fase no atendimento especializado a essas vítimas. Foram inauguradas cinco “Salas das Margaridas”, espaços dedicados ao acolhimento de mulheres vítimas de violência, com policiais capacitados para atendê-las.

    – Há que se pontuar que a região da 22ª DPRI não tinha nenhuma Sala das Margaridas e agora conta com cinco. Quem ganha com isso é a comunidade. Hoje é um dia para comemorarmos esse momento importante. A Polícia Civil tem na Sala das Margaridas uma ferramenta essencial no combate à violência. Para a Polícia Civil, essa pauta de proteção tem a mesma relevância que os crimes violentos, pois contribui para que nossa sociedade viva de forma mais pacífica. Na medida em que atendemos a mulher, atendemos toda a família, e isso gera resultados no futuro – salientou o chefe de polícia do Rio Grande do Sul, delegado Fernando Antônio Sodré de Oliveira, durante a inauguração do espaço em Tenente Portela.

    Além de Tenente Portela, as cidades de Santo Augusto, Três Passos, Campo Novo e Chiapetta passaram a contar com esse espaço diferenciado dentro das delegacias. "Sabemos que há muitos casos que não chegam ao conhecimento da polícia, que há mulheres que podem levar mais de 10 anos para buscar ajuda, mas essas cinco salas serão aliadas dessas mulheres, oferecendo um atendimento qualificado para aquelas que sofrem violência, normalmente entre quatro paredes. Muitas vezes, a violência doméstica não deixa apenas marcas físicas, mas também um abalo psicológico e emocional. Ela sempre começa de forma sutil, mas, infelizmente, é comum acabar em feminicídio" destacou a delegada regional da 22ªDPRI Cristiane Braucks.

    Para a reforma e organização do espaço, que conta inclusive com brinquedos para os filhos das mulheres que buscarem a delegacia de Tenente Portela, foram investidos R$ 4,2 mil, valor viabilizado pelo Ministério Público.

    – Todos os nossos policiais são capacitados para atender essas mulheres. Porém, com a Sala das Margaridas, além de um treinamento específico para essa escuta, encaminhamento e até para ajudar a identificar a violência, temos um espaço reservado e preparado para garantir o conforto dessas vítimas – comentou o delegado responsável pela DP de Tenente Portela, Roberto Audino.

    A DP da cidade atende, além de Tenente Portela, o município de Derrubadas. No entanto, de acordo com o delegado Audino, toda e qualquer mulher que desejar um atendimento mais reservado – e até mesmo aquelas que, por medo, evitam procurar a delegacia local – podem buscar apoio na Sala das Margaridas de Tenente Portela.

    Presente na inauguração, o prefeito Rosemar Sala ressaltou que esse trabalho, realizado com maior cuidado e sigilo, contribuirá para que as mulheres se sintam mais seguras ao denunciar casos de violência. "Sabemos do alto índice de mulheres que fazem o primeiro registro e depois voltam atrás. Tenho convicção de que, com esse espaço, elas terão menos medo de seguir com o pedido de proteção. Reforço que estamos à disposição para trabalhar juntos visando a redução desses casos de violência doméstica" afirmou.

    A Sala

    A Sala das Margaridas faz parte de um projeto de acolhimento humanizado às mulheres em situação de violência, com o objetivo de criar um ambiente mais acolhedor e garantir a privacidade das vítimas para o relato das agressões sofridas. Sua implementação demonstra respeito à situação de vulnerabilidade emocional das mulheres e busca proporcionar um atendimento mais digno e eficaz.

    Na Sala das Margaridas, além do acolhimento, as mulheres podem realizar o registro da ocorrência policial, solicitar Medidas Protetivas de Urgência e receber os encaminhamentos previstos pela Lei Maria da Penha.

    Atualmente, o Rio Grande do Sul já conta com mais de 80 Salas das Margaridas espalhadas pelo Estado.

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